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Encontro dos Grupos de Apoio à Adoção AlegriAA e AlegrAA Aborda Emoções no Processo de Adoção


Jacareí, 13 de abril de 2024 - No último sábado, o Rotary Club de Jacareí foi palco do encontro mensal dos Grupos de Apoio à Adoção em Jacareí e São José dos Campos AlegriAA e Alegraa, que reuniu dezenas de pretendentes e adotantes para discutir o tema "Emoções Envolvidas no Processo de Adoção". O evento contou com a presença da psicóloga clínica e voluntária dos grupos, Lilian Mirele, como palestrante principal.



Sandra Cristina, presidente dos grupos de apoio, deu as boas-vindas aos presentes e apresentou o trabalho realizado pelos grupos, destacando a importância do suporte oferecido para os pretendentes e adotantes. Ela também aproveitou para convidar todos para dois eventos futuros: um encontro de mães marcado para 18 de maio e uma caminhada e passeio ciclístico em celebração ao Dia Nacional e Municipal da Adoção em 26 de maio.


Durante o encontro, Lilian Mirele iniciou sua apresentação abordando a definição de emoção, enfatizando que ela é uma experiência multifacetada influenciada por diversos fatores contextuais. Ela destacou as emoções básicas - principalmente alegria, tristeza e medo - e como essas emoções desempenham um papel fundamental no processo de adoção.


Um dos pontos discutidos foi a motivação para adotar, onde Lilian observou que, embora as circunstâncias de cada indivíduo sejam únicas, o desejo de amar e ser amado é comum entre os adotantes. No entanto, ela também compartilhou estatísticas preocupantes, revelando que 16% dos pais adotivos enfrentam sentimentos de frustração e arrependimento, muitas vezes devido a expetativas não alinhadas. Outras fontes de frustração no processo são a demora devido às diferenças entre os perfis das crianças e dos pretendentes, bem como à falta de uniformidade nos processos de avaliação técnica e psicológica.


"O primeiro sentimento mais presente é o amor, o segundo é a frustração", ressaltou Lilian. No entanto, ela destacou algumas ferramentas para controlar a frustração: aprender a se cuidar e principalmente se conhecer, e entender que é um processo de aprendizado tanto para pais quanto para os filhos. "A criança também está no processo de aprender a ser filho", disse. Ela tambémk lembrou um ponto de aflição dos pais é o mdeo de não se sentir pai ou mãe. "Não é inato 'se sentir' pai ou mãe. Nossos sentimentos são aprendidos. Da mesma forma que nós temos uma ideia de filho, eles também tem uma ideia de pai e mãe."


Um aspecto importante ressaltado durante este aprendizado é aceitar que vão ocorrer erros no processo: "Acolham as falhas de vocês. Vocês vão falhar, vão errar, vão achar que não fizeram o suficiente. Mas tudo bem, porque não existe perfeição e vocês fizeram o seu melhor", destacou.

Os participantes foram convidados a escrever suas emoções em pedaços de papel e depositá-las em uma urna para reflexão posterior. Lilian leu essas emoções em voz alta, promovendo uma discussão aberta e empática entre os presentes. Os participantes também compartilharam palavras de encorajamento uns para os outros, fortalecendo os laços de apoio e solidariedade dentro da comunidade de adoção.





Francisco Fernandes, outro voluntário dos grupos de apoio, coordenou uma dinâmica interativa onde os participantes assumiram papéis de pais e filhos em conflito, proporcionando uma oportunidade única para explorar e praticar estratégias de comunicação e resolução de conflitos.


O encontro terminou com uma sensação de esperança e companheirismo, com os participantes renovados em seu compromisso de apoiar uns aos outros ao longo de suas jornadas de adoção.






 
 
 

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